Qual carro vai para a pista primeiro?

sábado, 16 de junho de 2012

Semana movimentada, Kadett em segundo plano.

Aqueles que estão acompanhando sabem que a semana prometia... Mas infelizmente (ou felizmente, já nem sei mais) tivemos tanto trabalho na oficina que não foi possível mexer muito no Kadett. Agora, pelo menos não fiquei no zero a zero.

Então divido com vocês o que consegui fazer:

Iniciei a preparação do bloco do motor para mandar para a retífica...

Roscas dos parafusos do cabeçote sujas e com oxidação
Comecei limpando a sujeira da entrada das roscas, para não cair dentro dos furos
Em seguida limpei tudo com querosene
Para limpar as roscas, utilizei um parafuso antigo, da época em que o carro era 8 válvulas
Mas fiz um rasgo, para que a sujeira pudesse sair pelo furo
Com o paquímetro medi a profundidade do furo, para ter certeza de que meu parafuso estava chegando até o fundo
Então comecei a limpar os furos, com cuidado e paciência.
Depois de limpo, ficou bem melhor.
O deck estava enferrujado. Como a ferrugem era superficial, usei um taco grande e uma lixa ferro para limpar.

Ficou assim, mas se a ferrugem fosse mais profunda, teria de ser aplainado
É preciso tomar cuidado com a lixa, pois apesar de não parecer, ela tira bastante material e pode até mesmo apagar parcialmente o número do bloco, ainda mais se o motor já tiver passado pela plaina anteriormente.
Repeti o processo no torque plate, pois não deve ficar nenhum tipo de sujeira entre o bloco e ele
O torque plate é uma ferramenta que serve para a retífica dos cilindros. Quando apertamos os parafusos do cabeçote, eles distorcem levemente a parede dos cilindros, prejudicando um pouco a vedação dos anéis. Com o torque plate, a retífica é feita com a parede dos cilindros já distorcida, na posição em que ficará com o motor montado, propiciando uma vedação superior.
Infelizmente faltaram algumas buchas para que o torque plate pudesse ser montado e o motor mandado para a retífica. Mas em breve vou concluir isso e posto pra galera poder acompanhar.

Mas conforme sobra um tempo, o lance é adiantar alguma coisa, qualquer coisa que estiver mais na mão. Então o que deu pra fazer foi essa modificação no cabeçote:

Primeiro foi tornada uma bucha, de alumínio com a rosca para o sensor de temperatura da água.

A bucha então tem de ser prensada no cabeçote, pois ela foi usinada com interferência
Detalhe do chanfro em angulo na peça,: É ali que a solda vai se acumular entre ela e o cabeçote.



Lixa ferro, para eliminar o máximo possível da oxidação na superfície do cabeçote, onde antigamente passava a água.


Detalhe do taco, para ficar plano o lixamento
Após lixado, a oxidação era bastante profunda. Coisa comum em cabeçotes muito velhos e principalmente motores que funcionam sem aditivo de radiador.

Em função da oxidação, a solda não fica muito apresentável, pois o ponto de fusão do óxido é mais alto do que o do alumínio.

Após lixamento com esmerilhadeira angular

Mais algumas horas taqueando com a lixa ferro e o resultado final é esse.
Poderia também aplainar a peça, para eliminar as marcas da oxidação. Mas isso enfraquece o cabeçote um pouco e seria meramente uma coisa estética, pois o mais importante nesse caso era aplainar o assentamento da vedação do sensor de temperatura da água. Além disso, essa parte fica por baixo da bobina e não aparece... Então, provavelmente vai ficar assim.

Aguardem mais novidades para a semana que vem, nesse mesmo bat-canal!

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